December 14, 2017

Biónica

A próxima geração de membros biónicos e próteses robóticas faz com que na vida existam cada vez menos situações a temer.




Hugh Herr, responsável pelo MIT Media Lab 's Biomechatronics Group, está a desenvolver a próxima geração de membros biónicos e próteses robóticas, inspiradas pelos próprios desígnios da natureza. Numa intervenção em Vancouver, Hugh partilha a sua visão sobre os incríveis avanços desta tecnologia. 

São 19 Minutos empolgantes, que sustentam o significado da palavra esperança, numa conversa que é profundamente pessoal e técnica.






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December 9, 2017

Barrete Azul


A Associação Salvador tem como missão promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e melhorar a sua qualidade de vida. Foi fundada em 2003 por Salvador Mendes de Almeida, que ficou tetraplégico aos 16 anos em consequência de um acidente de viação, e desenvolve projetos em três áreas de intervenção: Integração, Acessibilidades e Sensibilização.

A Associação Salvador todos os anos promove a campanha do Barrete Azul, uma iniciativa que pretende dar outra cor ao Natal. Ajudar o maior número possível de pessoas com deficiência, apoiando a Associação por via da compra de um Barrete Azul, é o principal objetivo.

O Pai Natal Azul, um Pai Natal solidário

Se quiser contribuir para um Natal mais solidário e inclusivo contacte a Associação Salvador e adquira o seu Barrete Azul e já agora partilhe esta ideia. Quem sabe se não pode comprar um para cada elemento da sua família, da sua empresa, do seu clube, da sua associação?

Viaje com o Pai Natal Azul



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December 3, 2017

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

A cada ano, no dia 3 de dezembro, assinala-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Esta celebração realiza-se desde 1998, ano em que a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. A data tem como principal objetivo motivar a sociedade para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e, paralelamente, mobilizar-nos a todos para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar dessas pessoas. As Nações Unidas enfatizam os benefícios significativos que esta atitude pode trazer para as pessoas com deficiência e para a sociedade.


Promover esta necessidade entre os governos, as empresas e o público em geral, é um dos primeiros objetivos que esta data assinala já que contribui para eliminar preconceitos, a falta de informação, as barreiras arquitetónicas, entre outras. As pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, não podem ser impedidas de participar efetivamente na vida em sociedade.

Portugal não é um bom exemplo, ainda que existam algumas organizações e pessoas que se preocupam verdadeiramente com esta causa. O que se percebe é que a inércia e a irresponsabilidade dos poderes públicos continuam a marcar o ritmo.

A grande maioria dos deficientes não conseguem viver com dignidade, nem tão pouco andar pelas ruas das nossas vilas e cidades, porque a maior parte do país contínua inacessível. Serviços públicos, serviços privados, quase tudo! Há mais de 34 anos que as Leis da República não são cumpridas.

Imagine-se o que seria se a Lei do Saneamento Básico não fosse cumprida!? Provavelmente vivíamos todos num 'ESGOTO'.


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November 24, 2017

Fiel Decreto-Lei

Estado não sabe quantos edifícios são ACESSÍVEIS a pessoas com deficiência.

Foto: Jorge Amaral/Global Imagens, JN

Recentemente, Salvador Mendes de Almeida – Fundador da Associação Salvador – e Carlos Nogueira, demonstraram ao JN as dificuldades de acesso a diversos edifícios, como é exemplo a Basílica da Estrela, em Lisboa. Um entre muitos monumentos. O problema é muito mais grave porque a maioria do Edificado Público e Privado é inacessível, já para não falar na Via-Pública, um autêntico inferno para quem tem mobilidade reduzida.

Há mais de 34 anos que as Leis da República não são cumpridas e o melhor indicador desta inércia nacional advém do incumprimento do Decreto-Lei nº163 de 2006, sucessor do Decreto-lei 123 de 1997, que estipulava o dia 8 de fevereiro de 2017, 10 anos após a entrada em vigor do ultimo Decreto-Lei referente às acessibilidades, como a data limite para garantir as condições de acessibilidade aos espaços públicos, equipamentos coletivos e edifícios públicos e habitacionais.


O que de imediato se pode concluir é que o Estado não quer saber e, considerando o número de reclamações que são reportadas, a maior parte dos cidadãos também parece não quer saber. Em breve todos teremos acesso a uma Aplicação – uma APP – que vai conferir a todos a possibilidade de efetuarem reclamações sobre a falta de acessibilidades, em qualquer local, a qualquer hora. A App encaminhará automaticamente a reclamação para todas as entidades que devem assumir a responsabilidade do incumprimento, nomeadamente, o INR, a ASAE, a DGPC, o IMTT, o IHRU, as Câmaras Municipais respetivas, etc, dando assim a possibilidade a todos para serem agentes ativos neste ‘combate’.

Agora, o Governo decidiu criar uma nova comissão para realizar uma avaliação objetiva do incumprimento sistemático da Lei mas, no ‘final do dia’, certamente, vamos concluir que vai ser necessário elaborar um novo Decreto-Lei e, eventualmente, dar mais tempo ao tempo para que os responsáveis continuem impunes.

O recurso aos Tribunais é agora inevitável.

Estipula o Decreto-Leinº163/2006 que “As entidades públicas ou privadas que atuem em violação do disposto no presente decreto-lei incorrem em responsabilidade civil, nos termos da lei geral, sem prejuízo da responsabilidade contraordenacional ou disciplinar que ao caso couber”.
     


Imagine-se o que seria se o mesmo se passasse com a 
Lei do Saneamento Básico!?

(...) Vivíamos todos num 'ESGOTO' (…)



Aceda AQUI à reportagem do Observador,
“Cada degrau é como um muro”


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November 20, 2017

Assistencialismo & as Leis da República

Assistencialismo é a ação de pessoas, organizações governamentais e entidades sociais junto às camadas sociais mais desfavorecidas, marginalizadas e carentes, caracterizada pela ajuda momentânea, filantrópica e pontual (doações de alimentos e medicamentos, por exemplo). Tal prática, desprovida de teoria, não é capaz de transformar a realidade social das comunidades mais pobres, pois atende apenas às necessidades individuais e tem caráter de ajuda não de direitos.


Portugal é um país acessível? 
NÃO, não é.

Créditos da foto: Carolina Moço


A grande maioria dos deficientes não conseguem andar pelas ruas das nossas vilas e cidades e a maior parte do edificado continua inacessível. Serviços públicos, serviços privados, quase tudo! Continuamos a desenvolver uma politica baseada no 'Assistencialismo'. Por alguma razão não se vêm cidadãos com deficiência por aí. Aqui e ali vão-se adaptando espaços, muito graças ao empenho e ao compromisso de poucos. Curiosamente são os espaços privados que apresentam melhores resultados. Os serviços públicos, centros de saúde, etc, deviam ter tolerância ZERO. Há mais de 34 anos que as Leis da República não são cumpridas. Imagine-se o que seria se o mesmo se passasse com a Lei do Saneamento Básico!?

(...) Vivíamos todos num 'ESGOTO' (,,,)


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November 11, 2017

Lisboa: Hotelaria versus Acessibilidade



Ultimamente Lisboa tem vindo a ser reconhecida como um destino de eleição por muitos turistas, muito embora a cidade seja muito pouco acessível para as Pessoas com Mobilidade Reduzida. Os responsáveis pela cidade deveriam começar a incluir no seu discurso a temática da inclusão no âmbito da acessibilidade. Uma cidade acessível e inclusiva será sempre uma cidade mais acolhedora e mais humana. A Hotelaria, por sua vez, também ainda não despertou para esta questão. Receber quem nos visita de forma a não excluir ninguém é uma mais-valia para o setor e para a cidade.
A criação de condições adequadas a clientes com necessidades especiais, para além de revelar uma atitude responsável e cívica, representa ainda uma promissora oportunidade de negócio, comprovada por estudos já realizados em países que já despertaram para esta realidade.
Apesar de Lisboa ser capital de um país em que 18% da população tem algum tipo de incapacidade e estar situada num continente com 127 milhões de pessoas com algum tipo de limitação, a oferta de quartos acessíveis representa menos de 2% da oferta total de alojamentos.

A grande maioria dos hotéis lisboetas não encara estas pessoas com normalidade. Cerca de 48% dos hoteleiros ainda ponderam se o Turismo para Todos merece ou não ser desenvolvido e 33% consideram que a inclusão de clientes com necessidades especiais é uma questão de responsabilidade / solidariedade social, e não uma oportunidade de negócio.

Esta falta de visão e as graves falhas da fiscalização envergonham-nos a todos. Afinal somos um povo que se diz ‘saber receber’.
Num contexto internacional iluminado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), que Portugal também ratificou, é importante que o Turismo – e neste caso a Hotelaria – dêem o seu contributo para a criação de uma sociedade para Todos.
A Organização Mundial do Turismo atualizou em setembro do ano passado as recomendações sobre o Turismo acessível a todos e prevê que, em 2020, as pessoas com algum tipo de incapacidade representarão 25% dos 1,56 mil milhões de turistas.

Fontes:
- Dora Alexandre, Jornalista programa Consigo, RTP2/INR, I.P.
- “Turismo para Todos na Hotelaria de Lisboa – um custo ou um investimento”, estudo realizado no âmbito de Mestrado na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril


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November 5, 2017

Universidade INCLUSIVA

Na Universidade do Porto todos os estudantes têm o direito a usufruir ao máximo da sua experiência académica. É a pensar nisso que a Universidade disponibiliza um Gabinete de Apoio ao Estudante com Necessidades Educativas Especiais, que tem como missão prestar apoio técnico-pedagógico aos estudantes com deficiência ou Necessidades Educativas Especiais – NEE – assegurando as condições indispensáveis ao seu sucesso escolar.

A grande maioria dos espaços do campus universitário (escolas, residências universitárias, etc.), bem como os recursos ao dispor da comunidade académica (bibliotecas, recursos TIC, etc.) foram também pensados de forma a serem plenamente inclusivos. Na Biblioteca Aberta do Ensino Superior, acessível através do Repositório Temático da U.Porto, é possível aceder a conteúdos online, com títulos em Braille, áudio e texto integral. Os computadores que integram o parque informático da Universidade dispõem também de software específico que possibilita a sua utilização por todos os estudantes.

Os direitos dos estudantes com NEE estão consagrados no Estatuto do Estudante com Necessidades Educativas Especiais da Universidade do Porto. Para requerer este estatuto, o estudante deve contactar o elemento que assegura o acolhimento/acompanhamento destes estudantes na respetiva faculdade, e os encaminha para outros apoios especializados, sempre que necessário.




Saiba mais AQUI

Fonte: Serviço de Apoio ao Estudante com Deficiência da Universidade do Porto


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October 26, 2017

Pormenores INTELIGENTES

Em quase tudo, a suprema excelência está na simplicidade de moldar a imaginação para acrescentar valor ao nosso dia-a-dia.
















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October 21, 2017

Futuro… HOJE

A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje, Dale Carnegie.




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October 16, 2017

1/10 de Chicago!


Quando em Portugal tivermos UM DÉCIMO das condições de acessibilidade como as que existem, por exemplo, em Chicago, podemos dizer que estamos a melhorar.

As zonas pedonais são confortáveis e adequadas para todos, os transportes são acessíveis, os edifícios, os equipamentos são na generalidade inclusivos, etc…

Estamos muito longe desta oferta global acessível. No entanto, aqui mais perto, outras cidades como Barcelona, Londres, Berlim, Bruxelas, Amesterdão, Paris, só para indicar algumas cidades do centro da Europa com quem nos devíamos comparar, já há muito que perceberam que uma cidade inclusiva acrescenta valor à economia e, fundamentalmente, bem-estar aos seus habitantes.

(…) este é o relato de Michele Lee que vive em Chicago e que tem uma deficiência adquirida após um acidente de viação (…)





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October 11, 2017

Agora só falta ACESSIBILIDADE ao IMTT

Nova legislação sobre o Cartão de Estacionamento para Pessoas com Deficiência

"Foi publicado em Diário da República de 9 de outubro, o Decreto-Lei nº 128/2017, que amplia o acesso ao cartão de estacionamento de modelo comunitário para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.

O Decreto-Lei nº 307/2003, de 10 de dezembro, que aprovou o cartão de estacionamento de modelo comunitário, apenas prevê a atribuição do mesmo às pessoas com deficiência motora com um grau de incapacidade igual ou superior a 60 %, às pessoas com multideficiência com incapacidade igual ou superior a 90 %, ou às pessoas com deficiência das Forças Armadas com 60 % de incapacidade ou superior.

Contudo, existem outras incapacidades que provocam dificuldades de locomoção na via pública e que não se encontram abrangidas pela legislação atual. O decreto-lei que foi agora publicado vem colmatar esta lacuna, alterando os requisitos de atribuição do cartão de estacionamento.

Assim, a partir de 10 de outubro, data em que o novo decreto-lei entra em vigor, podem ainda usufruir do cartão todas as pessoas que tenham uma deficiência intelectual ou Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) cujo grau de incapacidade seja igual ou superior a 60 %, assim como as pessoas com deficiência visual, com uma alteração permanente no domínio da visão igual ou superior a 95 %".

Fonte: INR


A Sede do IMTT fica na Av. Elias Garcia 103, em Lisboa, local sem acesso a pessoas com Mobilidade Reduzida, particularmente para aqueles cidadãos que se deslocam numa cadeira de rodas. Uma violação clara do Decreto-Lei nº163/2006.  


Para mais informações consulte o Decreto-Lei nº 128/2017, de 9 de outubro



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October 5, 2017

Preciso de uma pessoa ‘NORMAL’





Da autoria da jornalista Conceição Lino, testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas. Até que ponto dizemos não à intolerância, ao preconceito, à violência?


(...) Mulher insulta e humilha funcionário que trabalha num Posto de Combustível, 
por ser deficiente (...)



A SIC com este programa evidencia a sua intervenção enquanto empresa socialmente responsável. É um contributo importante em prol da Cidadania. Obrigado SIC.




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September 30, 2017

O METRO, em milímetros…

Palavras de uma mãe de um rapaz com Mobilidade Reduzida, que entrou agora na Universidade:

"Fiquei surpreendida e emocionada com esta notícia da parte do Metropolitano de Lisboa que, recentemente, na semana Europeia da Mobilidade, se associou a esta causa”. O ‘nosso METRO’, ou seja a sua gestão pública, quer ou aparente querer mostra-se inclusivo e alinhado com os valores da Cidadania.


Contudo, vale a pena refletir e dissecar alguns pontos que a surpreenderam: 
  1. não existe na estação da cidade universitária (em frente ao maior hospital de Lisboa, Santa Maria) ao contrário do que foi anunciado, um elevador de acesso ao metro, o que a levou a pensar que a notícia era falsa ou que a associação à semana da Mobilidade era um ‘faz de conta’;
  2. constatou, que a mobilidade do filho, já que depende dos serviços do metropolitano para chegar ao seu destino – Cidade Universitária – não estavam garantidas e que as outras estações, entre as quais Cais Sodré, o Rossio e a de Telheiras, também não tinham os elevadores a funcionar – porque estão avariados – e que segundo os próprios funcionários, raramente funcionam. É, ao que parece, uma situação recorrente. Verificou no entanto que a única estação em que os elevadores estão a funcionar, é a de Alvalade.


Tendo em conta as Eleições Autárquicas, que se realizam já amanhã, as promessas e os compromissos já anteriormente assumidos, que são sempre propagandeados com grande convicção – só tem mesmo faltado uma tribuna, um megafone e uma lágrima ao canto do olho – o estado, gerido por políticos afetos ao atual Governo, e a CML em particular, devia pedir desculpa a todos aqueles a quem limita a sua mobilidade e que vêm a sua vida comprometida pela incompetência dos gestores/decisores públicos, sempre cheios de ‘si mesmos’.

Vamos acreditar que hoje, até à meia-noite, ainda conseguem resolver este grave problema, que afeta a vida de quem não tem a mobilidade e que, aparentemente, o METRO de Lisboa anunciou com ligeireza a sua associação à semana da Mobilidade.


Afirma o METRO(só pode ser para ‘Inglês ler... em Português’)






Com a contribuição de Paula Castilho Borges



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September 18, 2017

Para além do OCEANÁRIO


São de facto as PESSOAS, a sua MOTIVAÇÃO e o seu EMPENHO, que contribuem para que, no ‘final do dia’, muitos problemas sejam resolvidos e muitas pessoas sejam beneficiadas com as soluções encontradas. No final do 'post' voltamos a este tema…

O Parque das Nações, à altura Expo98, abriu portas há cerca de 19 anos, em Lisboa. O projeto deu oportunidade à criação de uma ‘NOVA CIDADE’, onde a arquitetura, nas suas mais variadas expressões, terá tido o seu máximo expoente.… 
Terá sido mesmo assim?

Inúmeros e talentosos arquitetos – pelo que se disse e continua a dizer-se – terão contribuído para que do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, o atual Parque das Nações se tornasse num local de excelência, com o intuito de oferecer a todos um espaço de lazer muito especial, único em Portugal.…        
Terá sido mesmo assim?

A questão que desde sempre se colocou, e que ainda hoje é uma questão em aberto, relaciona-se com as CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE às diversas zonas do Parque. Há ou não há acessibilidade adequadas para que todos os visitantes possam usufruir de todo o espaço circundante sem restrições? A resposta é NÃO, não há. Todos aqueles que têm mobilidade reduzida, circunstancial ou permanente e que, por exemplo, necessitem de uma cadeira de rodas manual para se deslocar, têm, literalmente, que percorrer o ‘CAMINHO DAS PEDRAS’. Um cidadão com esta condição nunca conseguiu circular no Parque das Nações. Dito de uma forma simples, não vai a lado a nenhum. Metaforicamente, é como caminhar sobre pregos. Difícil e doloroso.

Recentemente, o Oceanário de Lisboa, por iniciativa própria, reforçou as acessibilidades e implementou um novo caminho pedonal acessível a todosEsta visão inclusiva só revela a forte motivação em prol da Cidadania desta Instituição, e deve ser um exemplo a seguir por todos aqueles que têm responsabilidades públicas sobre os equipamentos urbanos. A Junta de Freguesia do Parque das Nações que nada tinha feito nestes 19 anos, não colocou entraves e colaborou com esta iniciativa. Espera-se agora, que possa alargar esta solução a todo o Parque, como tem sido reivindicado por muitos desde sempre.

O Oceanário criou um novo percurso pedestre inclusivo que oferece melhores acessibilidades no recinto circundante do equipamento, eliminando as barreiras físicas e promovendo conforto, autonomia e segurança
O caminho acessível liga os dois parques de estacionamento vizinhos – o Parque Doca, na Alameda dos Oceanos, e o Parque Oceanário, na Rua dos Cruzados – à entrada do Oceanário.




Miguel Tiago de Oliveira, Diretor de Operações e Responsabilidade Social da Instituição, afirmou queÉ uma prioridade para o Oceanário de Lisboa o empenho contínuo em responder às necessidades dos nossos visitantes. Com mais de uma milhão de visitantes por ano, o aquário é para todos”.


No interior do Oceanário, a circulação dos visitantes respeita as Normas Europeias de Acessibilidade, o percurso da visita tem rampas e elevadores, para facilitar a circulação em cadeira de rodas e a deslocação de carrinhos de bebé. A bilheteira dispõe de atendimento prioritário para grávidas, crianças de colo e outros visitantes que tenham Mobilidade Reduzida. O serviço ao visitante conta ainda com cadeiras de rodas disponíveis para uso durante a experiência da visita e foram renovados os WC’s para garantir o seu uso de forma simples e adequada por parte deste grupo de cidadãos.

Voltando ao início, o Minuto Acessível apurou que foi muito devido ao EMPENHO PESSOAL de Miguel Tiago de Oliveira, à sua Equipe e ao compromisso do atual concessionário privado do equipamento, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que foi possível garantir a todos a acessibilidade a esta zona do Parque das Nações. 

Só há uma palavra, OBRIGADO.



O Oceanário de Lisboa é um aquário público de referência mundial. O equipamento, que recebe mais de 1 milhão de pessoas por ano, tem como missão, promover o conhecimento dos oceanos, sensibilizando para sua conservação através da alteração de comportamentos



Clique AQUI e faça o download do mapa do novo caminho de acessibilidade.






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September 14, 2017

105cm de ALTURA

Porque é que as soluções devem ser inclusivas?
Porque é que o ‘desenho’ deve ser universal, consequentemente, para todos?


(...) nesta conversa empática, Sinéad Burke, com 105cm de altura, partilha connosco o que é viver num mundo inundado de barreiras invisíveis (...)




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