October 16, 2017

1/10 de Chicago!


Quando em Portugal tivermos UM DÉCIMO das condições de acessibilidade como as que existem, por exemplo, em Chicago, podemos dizer que estamos a melhorar.

As zonas pedonais são confortáveis e adequadas para todos, os transportes são acessíveis, os edifícios, os equipamentos são na generalidade inclusivos, etc…

Estamos muito longe desta oferta global acessível. No entanto, aqui mais perto, outras cidades como Barcelona, Londres, Berlim, Bruxelas, Amesterdão, Paris, só para indicar algumas cidades do centro da Europa com quem nos devíamos comparar, já há muito que perceberam que uma cidade inclusiva acrescenta valor à economia e, fundamentalmente, bem-estar aos seus habitantes.

(…) este é o relato de Michele Lee que vive em Chicago e que tem uma deficiência adquirida após um acidente de viação (…)





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October 11, 2017

Agora só falta ACESSIBILIDADE ao IMTT

Nova legislação sobre o Cartão de Estacionamento para Pessoas com Deficiência

"Foi publicado em Diário da República de 9 de outubro, o Decreto-Lei nº 128/2017, que amplia o acesso ao cartão de estacionamento de modelo comunitário para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.

O Decreto-Lei nº 307/2003, de 10 de dezembro, que aprovou o cartão de estacionamento de modelo comunitário, apenas prevê a atribuição do mesmo às pessoas com deficiência motora com um grau de incapacidade igual ou superior a 60 %, às pessoas com multideficiência com incapacidade igual ou superior a 90 %, ou às pessoas com deficiência das Forças Armadas com 60 % de incapacidade ou superior.

Contudo, existem outras incapacidades que provocam dificuldades de locomoção na via pública e que não se encontram abrangidas pela legislação atual. O decreto-lei que foi agora publicado vem colmatar esta lacuna, alterando os requisitos de atribuição do cartão de estacionamento.

Assim, a partir de 10 de outubro, data em que o novo decreto-lei entra em vigor, podem ainda usufruir do cartão todas as pessoas que tenham uma deficiência intelectual ou Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) cujo grau de incapacidade seja igual ou superior a 60 %, assim como as pessoas com deficiência visual, com uma alteração permanente no domínio da visão igual ou superior a 95 %".

Fonte: INR


A Sede do IMTT fica na Av. Elias Garcia 103, em Lisboa, local sem acesso a pessoas com Mobilidade Reduzida, particularmente para aqueles cidadãos que se deslocam numa cadeira de rodas. Uma violação clara do Decreto-Lei nº163/2006.  


Para mais informações consulte o Decreto-Lei nº 128/2017, de 9 de outubro



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October 5, 2017

Preciso de uma pessoa ‘NORMAL’





Da autoria da jornalista Conceição Lino, testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas. Até que ponto dizemos não à intolerância, ao preconceito, à violência?


(...) Mulher insulta e humilha funcionário que trabalha num Posto de Combustível, 
por ser deficiente (...)



A SIC com este programa evidencia a sua intervenção enquanto empresa socialmente responsável. É um contributo importante em prol da Cidadania. Obrigado SIC.




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September 30, 2017

O METRO, em milímetros…

Palavras de uma mãe de um rapaz com Mobilidade Reduzida, que entrou agora na Universidade:

"Fiquei surpreendida e emocionada com esta notícia da parte do Metropolitano de Lisboa que, recentemente, na semana Europeia da Mobilidade, se associou a esta causa”. O ‘nosso METRO’, ou seja a sua gestão pública, quer ou aparente querer mostra-se inclusivo e alinhado com os valores da Cidadania.


Contudo, vale a pena refletir e dissecar alguns pontos que a surpreenderam: 
  1. não existe na estação da cidade universitária (em frente ao maior hospital de Lisboa, Santa Maria) ao contrário do que foi anunciado, um elevador de acesso ao metro, o que a levou a pensar que a notícia era falsa ou que a associação à semana da Mobilidade era um ‘faz de conta’;
  2. constatou, que a mobilidade do filho, já que depende dos serviços do metropolitano para chegar ao seu destino – Cidade Universitária – não estavam garantidas e que as outras estações, entre as quais Cais Sodré, o Rossio e a de Telheiras, também não tinham os elevadores a funcionar – porque estão avariados – e que segundo os próprios funcionários, raramente funcionam. É, ao que parece, uma situação recorrente. Verificou no entanto que a única estação em que os elevadores estão a funcionar, é a de Alvalade.


Tendo em conta as Eleições Autárquicas, que se realizam já amanhã, as promessas e os compromissos já anteriormente assumidos, que são sempre propagandeados com grande convicção – só tem mesmo faltado uma tribuna, um megafone e uma lágrima ao canto do olho – o estado, gerido por políticos afetos ao atual Governo, e a CML em particular, devia pedir desculpa a todos aqueles a quem limita a sua mobilidade e que vêm a sua vida comprometida pela incompetência dos gestores/decisores públicos, sempre cheios de ‘si mesmos’.

Vamos acreditar que hoje, até à meia-noite, ainda conseguem resolver este grave problema, que afeta a vida de quem não tem a mobilidade e que, aparentemente, o METRO de Lisboa anunciou com ligeireza a sua associação à semana da Mobilidade.


Afirma o METRO(só pode ser para ‘Inglês ler... em Português’)






Com a contribuição de Paula Castilho Borges



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September 18, 2017

Para além do OCEANÁRIO


São de facto as PESSOAS, a sua MOTIVAÇÃO e o seu EMPENHO, que contribuem para que, no ‘final do dia’, muitos problemas sejam resolvidos e muitas pessoas sejam beneficiadas com as soluções encontradas. No final do 'post' voltamos a este tema…

O Parque das Nações, à altura Expo98, abriu portas há cerca de 19 anos, em Lisboa. O projeto deu oportunidade à criação de uma ‘NOVA CIDADE’, onde a arquitetura, nas suas mais variadas expressões, terá tido o seu máximo expoente.… 
Terá sido mesmo assim?

Inúmeros e talentosos arquitetos – pelo que se disse e continua a dizer-se – terão contribuído para que do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, o atual Parque das Nações se tornasse num local de excelência, com o intuito de oferecer a todos um espaço de lazer muito especial, único em Portugal.…        
Terá sido mesmo assim?

A questão que desde sempre se colocou, e que ainda hoje é uma questão em aberto, relaciona-se com as CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE às diversas zonas do Parque. Há ou não há acessibilidade adequadas para que todos os visitantes possam usufruir de todo o espaço circundante sem restrições? A resposta é NÃO, não há. Todos aqueles que têm mobilidade reduzida, circunstancial ou permanente e que, por exemplo, necessitem de uma cadeira de rodas manual para se deslocar, têm, literalmente, que percorrer o ‘CAMINHO DAS PEDRAS’. Um cidadão com esta condição nunca conseguiu circular no Parque das Nações. Dito de uma forma simples, não vai a lado a nenhum. Metaforicamente, é como caminhar sobre pregos. Difícil e doloroso.

Recentemente, o Oceanário de Lisboa, por iniciativa própria, reforçou as acessibilidades e implementou um novo caminho pedonal acessível a todosEsta visão inclusiva só revela a forte motivação em prol da Cidadania desta Instituição, e deve ser um exemplo a seguir por todos aqueles que têm responsabilidades públicas sobre os equipamentos urbanos. A Junta de Freguesia do Parque das Nações que nada tinha feito nestes 19 anos, não colocou entraves e colaborou com esta iniciativa. Espera-se agora, que possa alargar esta solução a todo o Parque, como tem sido reivindicado por muitos desde sempre.

O Oceanário criou um novo percurso pedestre inclusivo que oferece melhores acessibilidades no recinto circundante do equipamento, eliminando as barreiras físicas e promovendo conforto, autonomia e segurança
O caminho acessível liga os dois parques de estacionamento vizinhos – o Parque Doca, na Alameda dos Oceanos, e o Parque Oceanário, na Rua dos Cruzados – à entrada do Oceanário.




Miguel Tiago de Oliveira, Diretor de Operações e Responsabilidade Social da Instituição, afirmou queÉ uma prioridade para o Oceanário de Lisboa o empenho contínuo em responder às necessidades dos nossos visitantes. Com mais de uma milhão de visitantes por ano, o aquário é para todos”.


No interior do Oceanário, a circulação dos visitantes respeita as Normas Europeias de Acessibilidade, o percurso da visita tem rampas e elevadores, para facilitar a circulação em cadeira de rodas e a deslocação de carrinhos de bebé. A bilheteira dispõe de atendimento prioritário para grávidas, crianças de colo e outros visitantes que tenham Mobilidade Reduzida. O serviço ao visitante conta ainda com cadeiras de rodas disponíveis para uso durante a experiência da visita e foram renovados os WC’s para garantir o seu uso de forma simples e adequada por parte deste grupo de cidadãos.

Voltando ao início, o Minuto Acessível apurou que foi muito devido ao EMPENHO PESSOAL de Miguel Tiago de Oliveira, à sua Equipe e ao compromisso do atual concessionário privado do equipamento, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que foi possível garantir a todos a acessibilidade a esta zona do Parque das Nações. 

Só há uma palavra, OBRIGADO.



O Oceanário de Lisboa é um aquário público de referência mundial. O equipamento, que recebe mais de 1 milhão de pessoas por ano, tem como missão, promover o conhecimento dos oceanos, sensibilizando para sua conservação através da alteração de comportamentos



Clique AQUI e faça o download do mapa do novo caminho de acessibilidade.






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September 14, 2017

105cm de ALTURA

Porque é que as soluções devem ser inclusivas?
Porque é que o ‘desenho’ deve ser universal, consequentemente, para todos?


(...) nesta conversa empática, Sinéad Burke, com 105cm de altura, partilha connosco o que é viver num mundo inundado de barreiras invisíveis (...)




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September 4, 2017

S.L.B no ‘Vermelho’

A todos, especialmente aos meus AMIGOS BENFIQUISTAS…

Será que o número de lesões, sejam elas permanentes ou temporárias, físicas ou de outro tipo, justificam o pedido de um dístico para Deficientes ao IMTT?

O Benfica afirma-se como, A nossa organização pretende ser reconhecida, a curto prazo, como uma instituição de referência na área da inovação e responsabilidade social europeia, líder no segmento socio-desportivo, com presença transversal à sociedade portuguesa e sua diáspora, interventiva e com ação de proximidade junto dos públicos em situação de exclusão ou fragilidade social.”


É preciso que os atos estejam alinhados com as intenções. Parquear o autocarro do Benfica num lugar reservado a pessoas com Mobilidade Reduzida, para além de já ser uma contraordenação grave, não se enquadra com o princípio da Responsabilidade Social que Sport Lisboa e Benfica reclama como um dos seus valores institucionais. 

Temos que acreditar que foi um lapso do Sr.Motorista!


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